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Justiça é o que  quero!

terça-feira, 23 de agosto de 2011

MST ocupa Incra por assentamentos em Rondônia



Na manhã desta quarta-feira, 500 famílias do MST ocuparam a sede da  Unidade Avançada do Incra, em Ji-Paraná, em Rondônia.
A manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária.
"O governo precisa criar um programa emergencial para assentar as 100 mil famílias acampadas no país. Para isso, é preciso fortalecer o Incra como instrumento da Reforma Agrária, com mais orçamento e pessoal para ganhar agilidade", afirma o dirigente do MST, Claudinei dos Santos.
O protesto cobra também medidas para o desenvolvimento dos assentamentos, com a construção de escolas, estradas, poços artesianos e instalação de energia elétrica.

Protestos do MST no Paraná exigem a desapropriação de latifúndios


23 de agosto de 2011











Cerca 300 Sem Terra ocuparam uma agência do Banco do Brasil em Londrina nesta terça-feira

Por Riquieli Capitani
Da Página do MST


O MST do Paraná realiza mobilizações em todas as regiões do estado para pressionar o governo frente à paralisia no atendimento da pauta dos trabalhadores e das trabalhadoras rurais.
Até esta quarta-feira, serão realizados atos políticos e audiências públicas em prefeituras, agências do Banco do Brasil, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e em secretarias.
As atividades, que têm caráter de negociação, devem acontecer em Curitiba, Londrina, Maringá, Laranjeiras do Sul, e Francisco Beltrão.
Na pauta de reivindicações, estão temas centrais relacionados com a implementação da Reforma Agrária.
Por exemplo, o assentamento das 6.000 famílias acampadas no Paraná, sendo que algumas por mais de 10 anos.
Para isso, é necessário que o Incra do estado encaminhe para Brasília os decretos das 72 áreas ocupadas, somando assim 80 mil hectares. No país, mais de 60 mil famílias do MST estão acampadas.

A jornada também exige que o orçamento destinado à obtenção de terras seja recomposto. Os R$ 530 milhões destinados para o Incra promover a desapropriação de terras já foram totalmente executados. Para 2012, o cenário é de redução: estão previstos apenas R$ 465 milhões, um corte de R$ 65 milhões, segundo dados do Incra.

A renegociação das dívidas dos pequenos agricultores também é pauta de reivindicação. Em todo o Brasil, o valor em dívidas vencidas chega a R$ 30 bilhões, de acordo com o Ministério da Fazenda.
A situação é preocupante, pois a agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos da mesa do brasileiro.

AOS COMPANHEIROS DO COMITÊ SOLIDÁRIO AS VITIMAS CAMPONESA DE CORUMBIÁRA!

Nó todos que fazemos parte dessa CAUSA,justa e ordeira,queremos  agradecer a todos os COMPANHEIROS em nome de ADELINO RAMOS (IN MEMORIAN),pelo apoio e carinho que sempre estamos recebendo de  todos voces! e dizer que a nossa luta não é em vão! que mais cedo que todos imaginam a justiça será feita e que a verdade prevalecerá.
Companheiros ,tombou um Comandante ,mas no lugar dele levantou-se vários, é como se a semente fosse lançada na terra e de uma só semente(DINHO), espalhou-se pelo roçado uma plantação enorme...ramificada pelo   Brasil e ninguém e nada nos deterá enquanto a justiça não for feita e que  Claudemir Gilberto Ramos e seu companheiro de martirio Cícero Pereira não forem anistiados, inocentados de um crime que não cometeram!Meu Deus será que os agressores,os carrascos que tão covardemente assassinaram, torturaram,mutiliaram, andam soltos e livres,como o que praticaram fosse tão normal como  beber um copo dágua,enquanto pessoas trabalhadoras e honestas não tem o direito de conviver com suas próprias filhas,nem visita-las.nem ao enterro do próprio  pai teve o direito de ir...como se fosse um marginal perigoso,o quanto o único crime que Claudemir Gilberto Ramos foi o de pegar num cabo de enxada para capinar uma roça de milho e feijão!
O que pensar de autoridades que nem ao mesmo dão a chanse de pessoas tão simples e humildes se defenderem...será que a humildade ,a honestidade não é o suficiente para libertar esses homens de crimes que não praticaram? pelo amor de Deus! precisamos de um pingo de conciência e de boa vontade,e que os senhores que tem as leis nas mãos derem a essas pessoa,honestos pais de familia a oportunidade de trilhar o caminho da sociedade,essa mesma sociedade que os massacra e condenam mostre que existe justiça e sobriedade de homens honrados e que nem tudo está perdido na constituição dos homens.
 NÃO ESTÁ MORTO QUEM LUTA,QUEM PELEIA!
AVANTE COMPANHEIROS,
HASTA LA VICTÓRIA SIEMPRE.










MST e CUT se reúnem na Câmara para discutir reforma agrária



MST e CUT se reúnem na Câmara para discutir reforma agrária


Manifestações começaram ontem (22) em várias cidades do país - Foto: Wender Carbonari (AgoraMS)
Os manifestantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) e da CUT (Central Única de Trabalhadores) vão se reunir hoje, 23, na Câmara de Vereadores de Dourados, a partir das 19h, para debaterem a reforma agrária em Mato Grosso do Sul. O objetivo do debate é de explicar à sociedade as causas das manifestações que começaram ontem (22) em várias cidades do país.

Cerca de 280 manifestantes ocuparam os prédios do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Dourados. Segundo o Coordenador do MST em Mato Grosso do Sul, José de Oliveira, a ocupação é justificada por três reivindicações principais: a nomeação de um novo superintendente, exclusão do superintendente interino Manuel Furtado Neves e a revogação imediata da liminar do Ministério Público Federal que paralisou a reforma agrária no Estado.

José de Oliveira afirma que a pessoa que irá assumir a superintendência do Incra, deve ter conhecimento técnico, “que conheça o Incra por dentro e por fora, conheça os funcionários, que possa, a partir do momento que assumir o cargo, agilizar os processos”, explica Oliveira.

Manuel Furtado Neves é o superintendente interino do Incra há quase um ano. Os representantes da CUT e do MST afirmam que Manuel é o culpado pelas paralisações da reforma agrária em Mato Grosso do Sul e que desde que assumiu o cargo não houve nenhuma progressão nos processos.

O dirigente da CUT em Mato Grosso do Sul afirma que além dos problemas destacados por Oliveira, existe também questão dos funcionários. “O Incra não têm recursos humanos, não têm funcionários, não há como eles trabalharem assim”, protesta o dirigente.


CUT e MST
O Coordenador do MST em Mato Grosso do Sul, José de Oliveira, destaca a importância das parcerias com outros movimentos sociais. Ele afirma que os problemas e os objetivos dos movimentos são praticamente iguais e deve haver união.


Tellus
Manuel Furtado Neves assumiu interinamente o cargo de superintendente do Incra após a exoneração de Waldir Caprino Rabelo, há quase um ano, devido as acusações da operação “Tellus” executado pela Polícia Federal.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Pesquisa cria modelo para recuperar vegetação em florestas degradadas


Análise no PA resultou em cálculo que indica espécies para regeneração.
Próximo passo é criar programa de computador para aplicação do modelo.

O engenheiro florestal Rafael Salomão, do Museu Paraense Emílio Goeldi, apresentou no início de dezembro os primeiros resultados da pesquisa que desenvolve na Floresta Nacional Saracá-Taquera, em Oriximiná, a cerca de 880 quilômetros de Belém, no Pará. O estudo propõe a aplicação de um modelo estatístico para recuperar áreas de florestas degradadas.




A partir da análise de uma região com floresta degradada pela extração de bauxita na Flona Saracá-Taquera, explorada pelo Mineração Rio do Norte, Salomão criou um modelo que ajuda a determinar espécies essenciais e secundárias para regenerar a vegetação da melhor forma possível. O próximo passo consiste em criar um programa de computador para simplificar os cálculos do modelo estatístico, auxiliando produtores na regeneração de suas florestas.

Dessa forma, o modelo criado por Salomão poderia ser aplicado em qualquer área florestal, não necessariamente na Amazônia.

Para desenvolver o estudo, porém, ele avaliou uma área de vegetação densa e com um tipo de degradação acentuada. "Apesar de pontuais, as modificações causadas na vegetação pela mineração são muito intensas. As áreas de exploração mineral representam o extremo da degradação artificial", diz ele.

A extração de bauxista exige a retirada completa de toda a cobertura vegetal de floresta, segundo Salomão. Depois, ainda é necessário escavar de 4 a 10 metros de terra no solo para alcançar o minério. "O ambiente fica completamente desestabilizado. Todas as propriedades do solo são alteradas", diz.

Como seria feita a regeneração de uma área assim? De acordo com o pesquisador, a literatura científica existente sobre o tema é muito vaga. Existe uma orientação consensual para o produtor plantar cerca de 80 espécies para regenerar a área destruída. "Mas nenhum trabalho feito até agora identifica que espécies seriam essas", explica Salomão.

Foto: Rafael Salomão/ Arquivo Pessoal

Área degrada por extração de bauxita no PA.

A partir de um inventário florestal, ele identificou cerca de 1.500 espécies na Flona Saracá-Taquera e começou a aplicar índices ecológicos e socioeconômicos sobre elas.

Os critérios usados consideram abundância de espécies e dados específicos sobre as árvores, como o diâmetro do tronco e o peso. O pesquisador também availou valores comerciais das árvores, considerando preço da madeira e de produtos florestais não madeireiros que as espécies podem fornecer.

O resultado matemático permite determinar espécies-chave para a regeneração da área. "O modelo indica de 25 a 35 espécies assim, além de outras secundárias que interagem bem com elas", diz Salomão. Com o modelo, o pesquisador visa a recuperação de áreas degradadas no menor tempo possível.

Expedição faz levantamento inédito do Parque da Serra do Pardo, no Pará

Marcado pelo desmatamento, local concentra riqueza de plantas e animais.
Reserva está na região conhecida como Terra do Meio.


Uma expedição científica fez um levantamento inédito da biodiversidade do Parque Nacional da Serra do Pardo, na região da Terra do Meio, no Pará. O local, marcado pela grilagem e pelo desmatamento, concentra uma imensa riqueza de plantas e animais.


A Terra do Meio fica no centro do Pará, entre Altamira e São Félix do Xingu. A área é uma das mais ricas em biodiversidade na Amazônia. Durante 11 dias um grupo de 50 pesquisadores fez uma expedição no Parque Nacional da Serra do Pardo, uma das unidades de conservação na Terra do Meio. Partindo de Belém, foram três horas de avião e helicóptero até chegar ao parque, que tem o tamanho equivalente a 450 mil campos de futebol.

No meio da floresta, o Instituto Chico Mendes montou três bases para o trabalho das equipes. Foram improvisados laboratórios e alojamentos. Foram encontradas cinco novas espécies de peixes e 35 espécies de aves que os biólogos não esperavam encontrar na região, como o pássaro conhecido como cancão, típico da caatinga.



Já o grupo de botânicos se deparou com orquídeas e plantas carnívoras que são mais comuns no cerrado. O potencial de estudo científico no parque deixou os pesquisadores motivados.

“A área na Terra do Meio demanda inúmeros inventários. Essa é ponta do iceberg em termos de descobertas científicas”, explica Gianize Cunha, bióloga da UFPA.

O parque fica em uma área de transição geológica, entre o planalto central e a floresta amazônica. As descobertas podem ajudar os pesquisadores a entenderem como plantas e animais de outras florestas do país conseguiram se adaptar à Amazônia.

“Essa biodiversidade é muito importante não só para a pesquisa, mas para a sociedade brasileira. Daqui pode se achar uma série de espécies que podem alterar na área de segurança alimentar a cesta básica do mundo, com outras alternativas”, diz Rômulo Mello, presidente do Instituto Chico Mendes.

O estudo da biodiversidade da região pode abrir caminhos não apenas para novas descobertas, mas também para o turismo. A pesquisa é importante para definir se o parque poderá ou não ser aberto à visitação pública.

Na região há cachoeiras, igarapés e pequenas praias banhadas pelo Rio Xingu. O trabalho dos pesquisadores servirá para a elaboração do plano de manejo do parque, ou seja, em que áreas e condições a região poderá vir a receber os turistas.

“Os parques se caracterizam pelas belezas cênicas. Onde tem beleza cênica o cidadão quer ver. Então, precisamos associar essa potencialidade e a perspectiva de desenvolvimento de pesquisas e de interesse empresarial para que o turismo aconteça”, completa Fabiano Villela, Parque Nacional da Serra do Pardo.

Além do Instituto Chico Mendes, participam pesquisadores da Universidade Federal do Pará e do Museu Emílio Goeldi.

Desmatamento da Amazônia aumenta no sul do AM e em RO, TO, AC e MA

Lábrea e Boca do Acre, no sul do AM, preocupam órgãos ambientais.
De 10 cidades que mais desmataram em setembro e outubro, 4 são do PA.



Relatório do Sistema de Deteção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) divulgado nesta semana pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indica o aumento da devastação em áreas consideradas preocupantes, segundo as últimas análises, pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ibama.


As áreas que começam a preocupar desmataram pouco em números absolutos e comparados com os estados que mais devastam, Mato Grosso e Pará. Mas indicam crescimento considerável em relação ao ano passado.

O estado do Amazonas, por exemplo, teve aumento de 85,4% no desmatamento de setembro e outubro de 2010 em relação ao mesmo período de 2009, com os casos mais graves ocorrendo na porção sul e na divisa com o Acre, onde a devastação cresceu 271,8% na mesma comparação. No mesmo período, o crescimento foi de 81,2% em Rondônia, de 139,6% no Maranhão e de 458% em Tocantins, que desmatou 5,31 km² em setembro e outubro de 2010.

Veja desmatamento em estados no mesmo período de 2009 e de 2010


Estado Setembro e outubro de 2009 (km²) Setembro e outubro 2010 (km²)
Pará  200,55  334,23
Mato Grosso  175,84  130,67
Rondônia  85,24  154,41
Amazonas  64,06  119,82
Acre  11,24  41,80
Maranhão  18,49  44,19
Tocantins  0,95  5,31
Roraima  18,50  5,66
Amapá  0,70  0,52


O aumento da devastação em outros estados, em setembro e outubro, equilibrou a lista dos municípios que mais desmatam a Amazônia, liderada nos meses anteriores por locais em Mato Grosso ou no Pará.

Segundo a última análise do Deter, o Pará ainda tem 4 das 10 cidades que mais desmatam e o Mato Grosso, uma. Mas o Amazonas entrou na lista de setembro e outubro com 3 municípios: Boca do Acre, Lábrea e Manicoré, que ficam no sul do estado e são motivo de preocupação para órgãos ambientais.

A capital de Rondônia, Porto Velho, foi o município que mais desmatou a floresta em setembro e outubro, com 87,04 km² de mata derrubada. A cidade de Nova Mamoré, também no estado, aparece como a 6ª que mais desmatou no período, com 27,22 km² de floresta devastada.


Veja dez cidades que mais desmataram florestas em setembro e outubro


Dez municípios que mais desmataram no período Área devastada detectada pelo Inpe (km²)
Porto Velho (RO) 87,04
São Félix do Xingu (PA) 74,21
Altamira (PA) 42,49
Boca do Acre (AM) 40,72
Lábrea (AM) 29,41
Nova Mamoré (RO) 27,22
Pacajá (PA) 24,09
Colniza (MT) 19,38
Manicoré (AM) 17,89
Novo Progresso (PA) 17,53

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A Comissão Externa, criada para acompanhar as investigações dos assassinatos dos trabalhadores rurais nos Estados do Pará e Rondônia, quer debater os resultados dos seus trabalhos numa audiência pública, com data ainda a ser definida. Requerimento nesse sentido foi apresentado nesta quinta-feira (18/08) pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que coordena a Comissão.



O pedido da senadora é que a apresentação seja feita em audiência pública conjunta das duas Subcomissões da Amazônia existentes no Senado, uma ligada Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e outra à Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). Essa é presidida pela própria senadora.

A Comissão Externa esteve em Extrema, a 356 quilômetros de Porto Velho (RO), próximo de Vista Alegre do Abunã, onde foi assassinato o líder do Projeto de Assentamento Florestal (PAF), Adelino Ramos, o Dinho. Esteve também no assentamento de Praialta Piranheira, em Nova Ipixuna (PA), onde foram assassinados no dia 24 de maio o casal de extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo.

Nessas localidades, a Comissão recebeu denúncias de que as autoridades policiais não conseguem avançar na apuração dos crimes. “A Polícia Federal parece pouco aparelhada para tocar as investigações e a polícia civil demonstra pouco interesse em investir no processo e desvendar os crimes”, diz o manifesto encabeçado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) e entregue aos senadores.

A Comissão Externa pretende propor aos governos um elenco de medidas que garantam a segurança, política de regularização fundiária e a presença do poder público na região.

Comissão Pastoral da Terra: O Estado não pode lavar as mãos diante de mortes anunciadas






A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra – CPT - reputa como muito estranhas as afirmativas de representantes da Secretaria Estadual de Segurança Pública do Pará, do IBAMA e do INCRA que disseram no dia 25 de maio desconhecer as ameaças de morte sofridas pelos trabalhadores José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assassinados a mando de madeireiros no dia 24/05/2011, em Nova Ipixuna (PA).
O ouvidor agrário nacional, Gercino José da Silva Filho, chegou a afirmar que o casal não constava de nenhuma relação de ameaçados em conflitos agrários, elaborada pela Ouvidoria ou pela Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo.
A CPT, que desde 1985 presta um serviço à sociedade brasileira registrando e divulgando um relatório anual dos conflitos no campo e das violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras, com destaque para os assassinatos e ameaças de morte, desde 2001 registrou entre os ameaçados de morte o nome de José Claudio.
Seu nome aparece nos relatórios de 2001, 2002 e 2009. E nos relatórios de 2004, 2005 e 2010 constam o nome dele e de sua esposa, Maria do Espírito Santo. Pela sua metodologia, a CPT registra a cada ano só as ocorrências de novas ameaças.
Também o nome de Adelino Ramos, assassinado no dia 27 de maio, em Vista Alegre do Abunã, Rondônia, constou da lista de ameaçados de 2008. Em 22 de julho de 2010, o senhor Adelino participou de audiência, em Manaus, com o Ouvidor Agrário Nacional, Dr. Gercino Filho, e a Comissão de Combate à Violência e Conflitos no Campo e denunciou as ameaças que vinha sofrendo constantemente, inclusive citando nomes dos responsáveis pelas ameaças.
No dia 29 de abril de 2010, a CPT entregou ao ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, os dados dos Conflitos e da Violência no Campo, compilados nos relatórios anuais divulgados pela pastoral desde 1985. Um dos documentos entregue foi a relação de Assassinatos e Julgamentos de 1985 a 2009. Até 2010, foram assassinadas 1580 pessoas, em 1186 ocorrências.
Destas somente 91 foram a julgamento com a condenação de apenas 21 mandantes e 73 executores. Dos mandantes condenados somente Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Irmã Dorothy Stang, continua preso.
As mortes no campo podem se intitular de Crônicas de mortes anunciadas. De 2000 a 2011, a CPT tem registrado em seu banco de dados ameaças de morte no campo, contra 1.855 pessoas.
De 207 pessoas há o registro de terem sofrido mais de uma ameaça. E destas, 42 foram assassinadas e outras 30 sofreram tentativas de assassinato. 102 pessoas, das 207, foram ou são lideranças e 27 religiosos ou agentes de pastoral.
O que se assiste em nosso país é uma contra-reforma agrária e é uma falácia o tal desmatamento zero. O poder do latifúndio, travestido hoje de agronegócio, impõe suas regras afrontando o direito dos posseiros, pequenos agricultores, comunidades quilombolas e indígenas e outras categorias camponesas.
Também avança sobre reservas ambientais e reservas extrativistas. O apoio, incentivo e financiamento do Estado ao agronegócio, o fortalece para seguir adiante, acobertado pelo discurso do desenvolvimento econômico que nada mais é do que a negação dos direitos fundamentais da pessoa, do meio ambiente e da natureza.
Isso ficou explícito durante a votação do novo Código Florestal que melhor poderia se denominar de Código do Desmatamento. Além de flexibilizar as leis, a repugnante atitude dos deputados ruralistas, que vaiaram o anúncio da morte do casal, vem reafirmar que o interesse do grupo está em garantir o avanço do capital sobre as florestas, pouco se importando com as diferentes formas de vida que elas sustentam e muito menos com a vida de quem as defende.
A violência no campo é alimentada, sobretudo, pela impunidade, como se pode concluir dos números dos assassinatos e julgamentos. O poder judiciário, sempre ágil para atender os reclamos do agronegócio, mostra-se pouco ou nada interessado quando as vítimas são os trabalhadores e trabalhadoras do campo.
A morte é uma decorrência do modelo de exploração econômica que se implanta a ferro e fogo. Os que tentam se opor a este modelo devem ser cooptados por migalhas ou promessas, como ocorre em Belo Monte, silenciados ou eliminados.
A Coordenação Nacional da CPT vê que na Amazônia matar e desmatar andam juntos. Por isso exige uma ação forte e eficaz do governo, reconhecendo e titulando os territórios das populações e comunidades amazônidas, estabelecendo limites à ação das madeireiras e empresas do agronegócio em sua voracidade sobre os bens da natureza. Também exige do judiciário medidas concretas que ponham um fim à impunidade no campo.

O que realmente voce sabe da AMAZÔNIA??!!

Localização, tamanho e clima

A Amazônia está situada em sua porção centro-norte; é cortada pela linha equatorial e, portanto, compreendida em área de baixas latitudes. Ocupa cerca de 2/5 do continente e mais da metade do Brasil. Inclui 9 países (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela). A Amazônia brasileira compreende 3.581 Km2, o que equivale a 42,07% do país. A chamada Amazônia Legal é maior ainda, cobrindo 60% do território em um total de cinco milhões de Km2. Ela abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá, oeste do Maranhão, Mato Grosso, Rondônia, Pará, Roraima e Tocantins.
O clima é do tipo equatorial, quente e úmido, com a temperatura variando pouco durante o ano, em torno de 26ºC.Árvores da floresta amazônica. É muito comum na região, os períodos de chuva provocados em grande parte pelo vapor d'água trazido do leste pelos ventos.
A grande bacia fluvial do Amazonas possui 1/5 da disponibilidade mundial de água doce e é recoberta pela maior floresta equatorial do mundo, correspondendo a 1/3 das reservas florestais da Terra. Floresta Amazônica.
Apesar de ser o maior estado brasileiro (Amazonas), possui a menor densidade demográfica humana, com menos de 10% da população do país, 7.652.500 habitantes.

Meios de transportes e Zona Franca

O transporte fluvial é ainda o mais importante, mas começa a ser complementado pelas rodovias federais, como a Transamazônica, a Belém - Brasília e a Manaus - Porto Velho. O aeroporto de Manaus tornou-se um dos principais do país em volume de carga embarcada, sendo utilizado para o escoamento da produção das indústrias eletrônicas da Zona Franca, estabelecida em 1967como área livre de importação e exportação. Nessa área, as mercadorias procedentes do exterior não pagam impostos de importação, quando se destinam ao consumo local, às indústrias da região, ou à reestocagem para reexportação.

Economia

A economia é dominada pelo extrativismo vegetal, exercido sobre uma flora com enorme variedade de espécies. Além da seringueira e do caucho, de onde se extrai a borracha, são coletadas a castanha-do-pará, vários tipos de madeira, gomas, guaraná, babaçu, malva e muitas outras. O extrativismo mineral, de gemas e pedras preciosas começa a assumir maior importância, já que a região possui inúmeros recursos, até hoje pouco explorados: ouro no Pará, no Amazonas, em Roraima e no Amapá; ferro no Pará (serra dos Carajás), no Amapá e no Amazonas; sal-gema no Amazonas e no Pará; manganês no Amapá (serra do Navio), no Pará e no Amazonas; bauxita no Pará (Oriximiná, no rio Trombetas, e em Tucuruí), além de calcário, cassiterita, linhita, gipsita, cobre, estanho, chumbo, caulim, diamante e níquel.
Na agricultura, as principais lavouras são as de juta, pimenta-do-reino, arroz, milho, cacau e mandioca. A criação de gado bovino concentra-se na região de Marajó, nos arredores de Porto Velho (Roraima), no Amapá e no norte dos Estados de Tocantins e Mato Grosso. A pesca do pirarucu e de outros peixes serve ao consumo local. Várias hidrelétricas, como as de Tucuruí, no rio Tocantins, no Estado do Pará, e a de Balbina, no Estado do Amazonas, próxima de Manaus, foram construídas.

Desmatamento da Floresta Amazônica

A Amazônia abriga 33% das florestas tropicais do planeta e cerca de 30% das espécies conhecidas de flora e fauna. Hoje, a área total vítima do desmatamento da floresta corresponde a mais de 350 mil Km2, a um ritmo de 20 hectares por minuto, 30 mil por dia e 8 milhões por ano. Com esse processo, diversas espécies, muitas delas nem sequer identificadas pelo homem, desapareceram da Amazônia. Sobretudo a partir de 1988, desencadeou-se uma discussão internacional a respeito do papel da Amazônia no equilíbrio da biosfera e das conseqüências da devastação que, segundo os especialistas, pode inclusive alterar o clima da Terra.
Incêndio na floresta - Queimada para desmatamento Corte da madeira. Desmatamento da Amazônia.

Povos primitivos

A Amazônia é um dos poucos redutos do planeta onde ainda vivem povos humanos primitivos, dezenas de tribos que espalham-se em territórios dentro da mata, mantendo seus próprios costumes, linguagens e culturas, inalterados por milhares de anos. Antropólogos acreditam que ainda existam povos primitivos desconhecidos, vivendo nas regiões mais inóspitas e inacessíveis. As características do clima e do solo da região amazônica, pouco propícias à conservação de materiais, não deixaram muitos vestígios sobre a vida dos povos pré-colombianos. Mas o patrimônio arqueológico é precioso, com registros que chegam a 10.000 a.C. A riqueza da cerâmica, com suas pinturas elaboradas, demonstra que muitos desses povos atingiram um estágio avançado de organização social, sempre guiados por uma forte relação com a natureza.

Folclore

As origens do folclore da região amazônica se perdem no tempo, mas as raízes negras, indígenas e africanas continuam presentes e são encontradas em diversas manifestações culturais, mostrando influência de todos esses povos, transformada em rituais próprios e característicos da região. Na dança, na música como o carimbó, marabaixo e o boi-bumbá.
Tribos Indígenas:
  • Arara
  • Bororo
  • Gavião
  • Katukina
  • Kayapó
  • Kulína
  • Marubo
  • Sateré - Mawé
  • Tenharim
  • Tikuna
  • Tukâno
  • Wai-Wai
  • Yanomami

Chuvas e inundações na bacia amazônica

A bacia amazônica é um dos locais mais chuvosos do planeta, com índices pluviométricos anuais de mais de 2.000 mm por ano, podendo atingir 10.000 mm em algumas regiões. Durante os meses de chuva, a partir de dezembro, as águas sobem em média 10 metros, podendo atingir 18 metros em algumas áreas. Isso significa que durante metade do tempo, grande parte da planície amazônica fica submersa, caracterizando a maior área de floresta inundada do planeta, cobrindo uma área de 700.000 Km2.

Rio Amazonas

Rios da Amazônia. Em 1541, o espanhol Francisco de Orellana e seus homens navegavam no rio Napo (que desemboca em outro rio maior), a leste dos Andes. Passaram-se meses, e era incontável o número de afluentes que engrossavam as águas do imenso rio. A certa altura, a embarcação é atacada por um grupo de indígenas, que disparam flechas envenenadas. Orellana dá ordem para seus homens desviarem o barco, afastando-o do alcance dos índios. Após safar-se do perigo, Orellana, impressionado com o aspecto dos indígenas, que acredita serem mulheres, lembra-se das Amazonas - as guerreiras da mitologia grega - e batiza o rio que passa a se chamar rio das Amazonas.
O rio Amazonas começa no Peru, na confluência dos rios Ucayali e Maranõn. Entra no Brasil com o nome de Solimões e passa a chamar-se Amazonas quando recebe as águas do rio Negro, no interior do Estado do Amazonas.
No período das chuvas, os rio chega a crescer 16 metros acima de seu nível normal e inunda vastas extensões da planície, arrastando consigo terras e trechos da floresta. Sua largura média é de 12 quilômetros, atingindo freqüentemente mais de 60 quilômetros durante a época de cheia. As áreas alagadas influenciadas pela rede hídrica do Amazonas, formam uma bacia de inundação muito maior que muitos países da Europa juntos. Apenas a ilha do Marajó, na foz do Amazonas, é maior que a Suíça.
O rio Amazonas conta com mais de 1.000 afluentes e é o maior e mais largo rio do mundo e o principal responsável pelo desenvolvimento da floresta Amazônica. O volume de suas águas representa 20% de toda a água presente nos rios do planeta. Têm extensão de 6.400 quilômetros, vazão de 190.000 metros cúbicos por segundo (16 vezes maior que a do rio Nilo). Na foz, onde deságua no mar, a sua largura é de 320 quilômetros. A profundidade média é de 30 a 40 metros.
O rio Amazonas disputa com o Nilo o título de maior rio do mundo, mas é imbatível em volume d'água. Recebe cerca de 200.00 Km2 água por segundo e, em alguns pontos, o rio é tão largo que não dá para ver a outra margem.

Pororoca

Na foz do rio Amazonas, quando a maré sobe, ocorrem choques de águas, elevando vagalhões que podem ocasionar naufrágios e são ouvidos a quilômetros de distância, é a pororoca.
O volume de água do rio Amazonas é tão grande que sua foz, ao contrário dos outros rios, consegue empurrar a água do mar por muitos quilômetros. O oceano atlântico só consegue reverter isso durante a lua nova quando, finalmente, vence a resistência do rio. O choque entre as águas provoca ondas que podem alcançar até 5m e avança rio adentro. Este choque das águas tem uma força tão grande que é capaz de derrubar árvores e modificar o leito do rio.
No dialeto indígena do baixo Amazonas o fenômeno da pororoca tem o seu significado exato, poroc-poroc, que significa destruidor.
Embora a pororoca aconteça todos os dias, o período de maior intensidade no Brasil acontece entre janeiro e maio e não é um fenômeno exclusivo do Amazonas. Acontece nos estuários rasos de todos rios que desembocam no golfo amazônico e no rio Araguari, no litoral do Estado do Amapá, e também nos rios Sena e Ganges.

Rio Negro

Suas águas são mesmo muito escuras. Isso acontece por causa da decomposição da matéria orgânica vegetal que cobre o solo das florestas e é carregada pela inundações.
Como a água é muito ácida e pobre em nutrientes, é este processo que garante a maior parte dos alimentos consumidos pela fauna aquática.

Rio Solimões

Quando o rio Solimões se encontra com o Negro (ganhando o nome de rio Amazonas), ele fica bicolor. Isso acontece por que as águas, com cores contrastantes, percorrem vários quilômetros sem se misturar.
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