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Justiça é o que  quero!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Após execução de líder camponês, agricultores de assentamento fogem de ameaças no Amazonas

Assentamento Florestal Curuquetê, em Lábrea (AM), onde vivia o camponês Adelino Ramos, em fotografia tirada nesta sexta-feira (03) (Divulgação/Ibama)
As famílias do Projeto de Assentamento Florestal (PAF) Curuquetê, cuja principal liderança era o camponês Adelino Ramos, conhecido como Dinho, assassinado no último dia 27, se dispersaram, com receio de serem perseguidas e ameaçadas.
Durante visita realizada nesta sexta-feira (03) no assentamento (a primeira desde o assassinato), localizado na região do município de Lábrea, no sul do Amazonas, agentes da Polícia Federal e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) identificaram no local apenas cinco famílias, segundo o advogado dos agricultores, Rafael Claros.
Segundo Claros, em entrevista ao portal acritica.com, as cinco famílias estão se sentindo desamparadas e com dificuldade de acesso a outras áreas. Conforme o advogado, no local viviam 20 famílias.
O carro de Ramos, único meio de locomoção das famílias do assentamento, permanece retido na Delegacia de Extrema, distrito de Porto Velho (RO).
“O pessoal está isolado e sem alimento. Eles estão se sentindo abandonados. Está faltando um líder depois que o Adelino foi assassinado”, disse Claros.
A ida da PF e do Ibama ao assentamento faz parte das investigações para esclarecer o assassinato de Adelino Ramos.
Foram recolhidas informações do computador do agricultor e do telefone celular, além de documentos que provam denúncias anteriores e pedidos de socorro feitos pelos camponeses em função das ameaças que vinham sofrendo.
Reparação
A viúva de Adelino, cujo nome não vem sendo identificado, permanece longe do assentamento, para ser “preservada”, pois continua sendo ameaçada, especialmente após ter testemunhado a morte do marido, segundo Claros.
Conforme o advogado, a família de Adelino Ramos estuda buscar reparação contra a União pela inexistência do poder público na área e pelo fato de nenhum órgão ter dado ouvido às denúncias realizadas pelos camponeses.
Responsabilidade
Indagado sobre a criação do PAF pelo Instituto Nacional de Colonização Agrária (Incra), publicada nesta sexta-feira (03) no Diário Oficial da União, Rafael Claros disse que esta é uma medida que chegou atrasada, porque sua demora levou muita insegurança jurídica aos assentados.
Claros destacou a morosidade do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) em liberar o licenciamento ambiental que daria ao Incra o respaldo para reconhecer o PAF.
“Eu estive pessoalmente no Incra, em Manaus, umas dez vezes desde 2008. Também ligava dia sim, dia não ao Ipaam e não nos davam qualquer resposta. Uma semana antes do Dinho morrer, me disseram no Ipaam que o licenciamento só sairia em 60 dias. E era licenciamento prévio, mais simples. Não era uma licença mais elaborada, que precisava de visita técnica”, disse o advogado.
O advogado disse que foi a “insegurança jurídica” e a falta de determinação federal que facilitou a ação de desmatadores na região, inclusive nas glebas e nos assentamentos.
Ele salientou que “apenas” a Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror) apoiou os agricultores.
A reportagem não conseguiu falar com a superintendente do Incra, Maria do Socorro Feitoza.
Ipaam
Procurada, o Ipaam enviou a seguinte nota, publicada na íntegra:
“ O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaaesclarece que a velocidade com que é emitida uma licença não é matemática. Ela é diretamente proporcional à velocidade e correção com que são entregues os documentos pelos solicitantes.
O Projeto de Assentamento Florestal Curuquetê não é a única demanda do Incra e do Ipaam.
Em razão disso, os dois órgãos, há um pouco mais de um mês, realizaram uma reunião na qual o Incra assumiu o compromisso de acelerar a entrega da documentação dos projetos de assentamento e o Ipaam, por sua vez, assumiu o compromisso de acelerar a análise e a conseqüente emissão das licenças.
Da reunião resultou maior velocidade na tramitação dos processos do Incra o que resultou na conclusão do processo do PAF Curuquetê, com a licença emitida no dia 26 de maio, infelizmente na véspera do episódio que culminou na morte do líder do assentamento, Adelino Ramos”.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sobrevivente de Corumbiara escreve homenagem ao pai, camponês morto em Rondônia Claudemir lembra que Adelino Ramos, a exemplo de outros líderes mortos na última semana, denunciaram a ação de madeireiras na região amazônic


Publicado em 01/06/2011, 14:30
Última atualização às 14:30
 
São Paulo – Claudemir Gilberto Ramos, sobrevivente do massacre contra trabalhadores rurais em Corumbiara, em 1995, escreveu uma carta em homenagem ao pai, Adelino Ramos, o Dinho, morto na última semana em Rondônia. Claudemir não pôde comparecer ao sepultamento do pai, no último domingo (29) em Theobroma, interior de Rondônia, por ser considerado foragido da Justiça desde 2004.
Dinho havia denunciado madeireiros da região e chegou a avisar há dois anos que sofria ameaças. Para o filho, o camponês caiu na batalha por uma distribuição mais justa da terra. "Mataram a tiros na frente de suas filhas de dois e quatro anos, na frente de sua esposa. Ainda bem que não matou as filhas e a esposa", lamenta Claudemir no texto, divulgado agora pela Rede Brasil Atual.
Claudemir foi condenado a oito anos e seis meses de prisão em 2004. No entanto, ele não aceita cumprir a pena porque sua sentença foi definida com base em uma investigação conduzida pela Polícia Militar, diretamente envolvida no massacre. Os policiais indicaram Claudemir como um dos líderes do movimento, e desde então o militante vive sem endereço fixo, ameaçado por pistoleiros de Rondônia e escapando da execução da pena.
Abaixo, a carta escrita em homenagem a Adelino Ramos:

Meu Pai, Meu Herói, que Deus o Tenha.

Meu pai era um líder, meu herói, cumpriu sua missão! Deus deu a missão do bem e o demônio deu a missão do mal para cada ser humano cometer a maldade que quiser; Deus deu a missão do bem para todos, mas os do mal preferiram ficar com a missão da maldade, e sei que muitos dos ideais da esquerda da qual faço parte não acredita em Deus. Eu acredito e sirvo a este Deus do bem, todo poderoso.
Seu filho, Jesus Cristo, morreu por nós. Para mim, o maior revolucionário do mundo, que morreu de braços abertos, ressuscitou no terceiro dia e vive em nós. Cada um tem seu livre arbítrio, eu sou do caminho de Deus, da justiça para todos, da moradia digna, do salário digno, da saúde e da educação para todos. E terra para trabalhar, terra da qual ninguém e dono, e sim Nosso Deus, que deixou a terra para ser igualitária para todos.
Deixou a natureza para ser respeitada, a floresta para gerar vida, água para beber, ar puro para refrescar do calor, para nos alimentar, para os animais viverem, assim como para os nossos irmãos índios viverem em seus lares, viverem sua liberdade. Tudo isso Deus nos deixou, mas não está sendo respeitado por homens do mal, gananciosos, poderosos, assassinos da floresta, de seres que vivem na floresta assassinando os que defendem a floresta, assim como Chico Mendes.
Meu pai, como tantos outros no mundo todo, como o casal do Pará, José Cláudio Ribeiro da Silva, conhecido como Zé Castanha, e sua esposa, Maria do Espírito Santo, que vivia da extração de castanhas, denunciava a ação de madeireiros e carvoeiros na região. 
Pela luta em defesa da natureza, pela construção de um país mais humano, caiu em combate no dia 24 de maio de 2011 no assentamento Praia Alta da Piranheira, executados a tiros por pistoleiros a serviço de madereiros.
Como dizia seu Zé Castanha: “A mesma coisa que fizeram no Acre com Chico Mendes, querem fazer comigo. A mesma coisa que fizeram com a irmã Dorothy, querem fazer comigo. Eu posso estar hoje aqui conversando com vocês, daqui a um mês vocês podem saber a notícia que eu desapareci”. 
Na construção de um outro mundo justo, igual e cheio de alegria, lembraremos os companheiros que caíram em combate e gritaremos com alma e coração: "José Claudio e Maria - PRESENTES!"
Meu pai não morreu, foi assassinado, tiraram sua vida na marra, da maneira mais covarde possível. Mataram a tiros na frente de suas filhas de dois e quatro anos, na frente de sua esposa. Ainda bem que não matou as filhas e a esposa. Ele ia vender verduras produzidas em sua terra para dar sustento à família, afinal os sem terra querem a terra para isso para produzir e alimentar sua família, não como alguns que pegam a terra para negócio de exploração.
É verdade, tem muitos sem terra que não dão valor à luta e se vendem. Esses são os maus sem terras, baderneiros, mas temos que separar o joio do trigo.
Meu pai foi um bom exemplo para a sociedade. Deu sua vida para o bem do ser humano e de nossas causas sociais. Pai, meu querido, o capitalismo nos separou por onze anos, e com muita tristeza que digo isto, nem no seu enterro pude ir. Sei que o senhor morreu, mas mesmo vendo as fotos que foram publicadas pela imprensa eu não consigo acreditar que o senhor se foi. Tenho que aceitar a realidade. Muitas vezes me deu vontade de ir com o senhor para lutar, mas como o senhor sabia, se eu tivesse ido teria morrido muito antes do senhor, pois minha cabeça estava a prêmio por latifundiários de Rondônia. 
Fui condenado em um julgamento da justiça de Rondônia. Pra mim, injustiça é lutar por meu direito a Reforma Agrária e tantos outros que estavam pela Fazenda Santa Elina, em Corumbiara. Hoje vivo fugindo como se fosse bandido, por lutar por meus direitos de cidadão. Não cometi crime algum, até porque não existe prova nos autos do processo. Fui torturado, dado como morto pela Polícia Militar e jagunços fardados que assassinaram vários na Fazenda Santa Elina, inclusive a menina Vanessa, de 6 anos, morta a tiros por homens covardes. 
Assim como o senhor, Pai, uma semana antes de sua morte sonhei com o senhor assassinado por tiros. Fiquei a semana toda angustiado, mas como não podia prever o futuro mataram o senhor, meu pai, meu herói, meu exemplo de vida. Honrarei a lei de Deus como está na Bíblia Sagrada: honrarás seu pai e sua mãe, e farei seguindo seu bom exemplo, pois sei que o senhor tinha erros, como todos os seres humanos. 
Pai, o que eu não pude pedir em vida pedirei agora, e espero que o senhor esteja junto de Deus, pois oro a Deus para perdoar seus pecados e o receber como um anjo no céu. Pai, me perdoa pelos erros que cometi, que magoaram o senhor e que não foi do seu bom exemplo e assim. Peço perdão a Deus!!!
Em toda a esfera da sociedade, comunidade, povoados, família, temos que ter um líder, seja mulher ou homem, para nos orientar, se organizar, se formar, se unir para trabalhar e lutar por nossos direitos de ser humanos que somos, e um destes líderes foi meu pai, meu herói.
Te amo, Pai, eternamente em nome de nossa família descanse em paz no paraíso e ao lado de nosso Deus e Nosso Senhor Jesus Cristo.
Hasta la victoria, siempre!!! (Che Guevara). Hay que endurecer pero sin perder la ternura jamás
A luta de meu pai terminou, mas peço a Deus forças para que eu possa cobrir o vácuo que ficará com a morte do Dinho. Povo de Rondonia, não esmoreça, não tenham medo, pois o que eles mais querem é um povo medroso, covarde e que aceite tudo como eles querem. Covardes são eles, medrosos são eles, por que quanto o povo se revoltar, pode tomar tudo o que é de vocês por direito.
E para aqueles que necessitam de dinheiro, perde a honra e o caráter de matar por dinheiro. Sonho um dia ver esses matadores de aluguel pegarem um lavrador no braço para ver quem sobrevive. Como dizia Martinho da Vila, “você com um revolver na mão é um homem feroz, feroz. Sem ele anda de lado...”
Lutem, Avante Povo Sofrido, povo de Deus, A LUTA NÃO PARA, CONTINUA!!!
Claudemir Gilberto Ramos"

terça-feira, 31 de maio de 2011

Homem suspeito de matar líder camponês nega que o tenha matado e já responde por tentativa de homicídio


Homem suspeito de matar líder camponês nega que o tenha matado e já responde por tentativa de homicídio



A dor não passa de perder meu amigo Dinho e ainda o assassino se pronuncia que não foi ele que matou DInho ai se eu PODESCE FAZER JUSTIÇA DO MEU JEITO.


O principal suspeito de matar o líder camponês do MCC, Adelino Ramos, o Dinho, negou que o tenha assassinado e que tem provas. Ozias Vicente, de 30 anos, e não Ozéas (como foi divulgado anteriormente pela polícia) negou que tenha dado os tiros que matou Dinho, disse ao delegado que no mesmo momento em que ocorria o crime ele estava "tirando alguns quadros" na residência onde mora, e tem provas - no caso testemunhas.
Ozias se entregou na manhã desta segunda-feira (30) acompanhado de um advogado ainda em Vista Alegre do Abunã. Depois de apresentado, foi transferido para a capital, onde prestou depoimento na Delegacia de Homicídios (DECCV - Delegacia Especializada de Crimes Contra a Vida), ao delegado titular, Dr. Erivelton, e o chefe da divisão de homicídios, Dr. Alessandro.
Ainda sobre a morte de Dinho, Ozias disse que o conhecia e que, como ele, integrava um movimento social naquela região de Ponta do Abunã. Segundo a polícia, a ficha de Ozias está sendo levantada, mas informaram que ele já responde anteriormente por tentativas de homicídio e deve ser encaminhado ao sistema carcerário da capital.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

CARTA ABERTA A PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL p/ Profª Drª Neusah Cerveira


EM DEFESA DA JUSTIÇA EM DEFESA DAS LUTAS SOCIAIS EM DEFESA DA REFORMA AGRÁRIA.
ASSIM COMO CHICO MENDES, MORRE O HOMEM CRIA-SE O MÁRTIR.
HOMENAGEM AO LÍDER DO MOVIMENTO CAMPONÊS CORUMBIARA ADELINO RAMOS (Popular Dinho).



CARTA ABERTA A PRESIDENTE DA REPÚBLICA DO BRASIL
Natal/RN 29/05/2011
Presidente Dilma,
Antes de mais nada, quero me apresentar: sou a Profª Drª Neusah Cerveira, filha do desaparecido político Major Joaquim Pires Cerveira. Mas, a razão da minha carta não se refere a meu pai, nem a tragédia que se abateu sobre nossa família até hoje sem termos o direito de enterrar nosso pai.
A Srª deve estar muito bem informada por seus Ministros dos assassinatos de ativistas sociais que estão acontecendo nos últimos dias na Região Norte do país. Foram três em menos de uma semana, de forma covarde, cruel e obviamente, crimes encomendados.
Sabemos, o Brasil inteiro sabe e agora o mundo inteiro saberá que existe uma lista de “marcados para morrer”.
O crime desses companheiros é o de defender nossas florestas e denunciar o contrabando ilegal de madeira e outros tipos de “irregularidades” dos grandes latifundiários que dominam a região! Não vou nominá-los porque seriam os nomes em alguns casos vergonhosos para nosso País! (OS LATIFUNDIÁRIOS ENVOLVIDOS) Principalmente, para a nossa débil democracia, conquistada com o sangue e a dor de tantos que tombaram para que a Senhora hoje tivesse condições de ocupar o mais alto cargo da Nação!
Não vou me estender, nem ocupar seu tempo, porém advirto que não vamos tolerar que essa macabra “lista de marcados para morrer” prossiga da forma impune com que têm sido tratados os assassinatos de ativistas sociais e de direitos humanos, tratados com morosidade judicial e total impunidade!
Não preciso dizer a senhora como dói para uma família ver seu pai executado dentro do carro enquanto passeava com sua família! Como dói Para crianças perder pai e mãe executados...
Cadê a DEMOCRACIA Presidente Dilma? Veja bem que meu pedido não trata de crimes de 40 anos atrás e sim do aqui do hoje e do amanhã!
Uma palavra sua, e esses assassinatos acabam! Ordene que acabem, por favor! Construa uma democracia que faça jus a sua HISTÓRIA de luta! Mostre a que veio Presidente!
Com confiança e respeitosamente,
Profª Drª Neusah Cerveira

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Hoje às 18h17 - Atualizada hoje às 18h30 Outro líder camponês é executado na Amazônia. Desta vez, em Rondônia

Agricultor foi morto enquanto vendia verduras que produzia em acampamento


País

Outro líder camponês é executado na Amazônia. Desta vez, em Rondônia

Agência BrasilLuana Lourenço

Brasília – Três dias depois da morte de um casal de extrativistas no Pará, mais uma liderança comunitária da Amazônia foi executada. O agricultor e líder do Movimento Camponês Corumbiara, Adelino Ramos, conhecido com Dinho, foi morto hoje (27), por volta de 10h, no distrito de Vista Alegre do Abunã, em Porto Velho (RO). De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dinho estava vendendo verduras que produzia no acampamento onde vive quando foi assassinado a tiros por um motociclista.
O agricultor vinha sendo ameaçado de morte por denunciar a ação de madeireiros na divisa entre os estados do Acre, Amazonas e Rondônia. Junto com outros trabalhadores sem terra, Dinho reivindicava a criação de um assentamento da reforma agrária na região. Segundo a CPT, a situação ficou tensa na região nos últimos dias, depois de uma ação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que apreendeu madeira e gado criados em áreas irregulares.
Em julho do ano passado, Dinho chegou a avisar ao ouvidor agrário nacional, Gercino Silva, que estava sendo ameaçado, de acordo com a CPT.
O Movimento Camponês Corumbiara foi criado após o confronto entre um grupo de trabalhadores sem terra e policiais militares em agosto de 1995, na Fazenda Santa Elina. Doze agricultores foram mortos no episódio.
Na manhã de terça-feira (24), os líderes extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva foram executados em Nova Ipixuna, no Pará. Segundo a polícia, eles foram atingidos por vários tiros quando passavam por uma ponte no caminho da comunidade rural onde moravam. A exemplo de Dinho, o casal também vinha sendo ameaçado de morte.

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